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Lançamento | Applegate: Movimentos Regulares

Foto Divulgação por Yasmin Kalaf

“Movimentos Regulares” é o nome do primeiro disco da banda paulistana Applegate. O trabalho chega para recompensar todo o trampo incessante dentro do estúdio por vários e vários meses (quem acompanhou de perto sabe bem), que resultou em um álbum que percorre sonoridades ainda não muito exploradas pelo grupo.

O sistema subterrâneo de dutos que levam o esgoto a algum lugar, muitas vezes aos rios. As linhas do sistema ferroviário que são falhas, lentas, lotadas, cheias de ratos e levam ao esgotamento físico e mental diariamente. Os caminhos nada objetivos dos ônibus urbanos que já estão quebrados, sem freio, sem lugar para sentar. Não diretamente, mas esta é uma das temáticas que o disco “Movimentos Regulares” aborda, como um umbral do caos urbano deste século.

Linhas, caminhos, dutos, trilhos. De um ponto ao outro, cada canção é estreitamente interligada, seguindo uma direção que nos leva ao abstracionismo criados por glitch’s, reverb, delay, sintetizadores e vocais melódicos. Isso forma um aspecto ruidoso e ressonante, remetendo à mistura de rock progressivo e psicodélico e ainda com uma levíssima pitada de free jazz bem cru.

“Applegate mistura isso com elementos do indie e do rock progressivo e psicodélico, caracterizados por refrãos marcantes, guitarras dançantes e sincronizadas, linhas de baixo rítmicas e com efeitos, compassos elaborados e momentos de experimentalismo. O álbum pode ser tocado em looping – ou seja – a primeira faixa se une à última. Isso existe para passar a ideia sistemática do cotidiano que vivemos”, Diz a banda.

Capa do Disco. Foto por Yasmin Kalaf e composição da capa por Rafael Penna.

3 singles foram lançados previamente: “Abstrai” (2018), Acidez” (2019) que recentemente ganhou também um clipe incrível e “Enfim” (2019). Essas músicas são como um Lado B pois, mesmo estando conectada de alguma forma com as outras, elas têm começo, meio e fim. Outras duas faixas do disco já vinham sendo tocadas ao vivo desde o ano passado: “=iguais=” e “Fluir”. Quem esteve em algum show com certeza sentiu o cérebro derreter por completo ao ouvi-las.

Experimente cortar os fios e reconectar nesta sequência: “Partidas III”, “Memórias I”, “Conversas II”. Agora ouça! É como se uma 10ª música se formasse que é capaz de sintonizar nossa mente numa frequência de fritação insana capaz reativar neurônios desgastados pela incessante desvalorização do ser humano perante ao sistema fatídico diário.

Applegate é composta por: Gil Mosolino, vocalista, guitarrista e principal compositor da banda, Rafael Penna (baixo e trompete), Pedro Lacerda (bateria) e Vinicius Gouveia (guitarra).

O disco Movimentos Regulares é assinado pela produtora fonográfica Orelha Muda, criada em 2018 com o intuito de gravar bandas brasileiras de lo-fi e derivados.

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