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Resenha | Cadu Tenório: Monument for Nothing

Uma obra complexa carregada de camadas, experimentações e referências, Monument for Nothing é um exímio exemplo da avant-garde brasileira e ainda consegue flutuar pelas nuances do free jazz, se apresentando também como um ótimo trabalho neodadaísta.
Foto Divulgação por Lívia B

Monument for Nothing” é o nome do novo trabalho do músico e compositor carioca Cadu Tenório.

Ao longo dos anos, Cadu foi criando seu estilo de fazer músicas através de experimentações eletrônicas diversas, abusando de beats em diversas camadas que criam sonoridades diferentes e até algumas mais conhecidas, como na faixa “Garden”, onde automaticamente lembramos dos sons de jogos de video games antigos.

“Com esse disco eu resolvi tentar imprimir toda a pluralidade da minha produção, extrapolando os limites possíveis mesmo. Entre gêneros e estruturas. É um disco de música, principalmente”, explica ele.

Todas as estruturas das canções são calcadas em efeitos variáveis que, por hora são ruidosos e barulhentos, outras mais complexos e intermináveis em sua fluidez.

Todo esse conceito criado por Cadu Tenório foi o que o levou a ganhar destaque no cenário internacional.

Capa do Disco por Daniel Semanas

Elogiado por nomes como Ari Aster (diretor dos filmes Midsommar e Hereditário) e a saxofonista de jazz Matana Roberts, Cadu também produz música com os projetos Sobre a Máquina, VICTIM!, Ceticências, Banquete, Gruta e Vaso, e já colaborou com inúmeros artistas que vão da música experimental à canção popular brasileira, incluindo o renomado baterista norueguês Paal Nilssen-Love

“Acho que esse disco é essa experiência, onde tudo que eu consigo, de canção pop estranha até peça radical de música eletrônica. Produção, composição, timbres, detalhamento e espaçamento, mixagem, todas a participações, o lance da pluralidade de linguagem unida no fio todo: acredito que este é o meu trabalho mais forte”, conclui.

Usando um linguajar mais chulo: “um músico loko, pegou os artistas mais lokos e fez um álbum extremamente loko”. Por “louco” entendam como absurdamente talentosos e com conhecimento musical que extrapola a realidade.

O time formado por Cadu Tenório conta com Juçara Marçal, Carla Boregas, Maurício Takara, Sara Não Tem Nome, Emygdio, Lucindo, Rogério Skylab e Vitor Brauer. Se você acha pouca coisa, ouça o trabalhado de cada um deles e veja a excepcionalidade e “requinte” de suas composições.

Uma obra complexa carregada de camadas, experimentações e referências, Monument for Nothing é um exímio exemplo da avant-garde brasileira e ainda consegue flutuar pelas nuances do free jazz, se apresentando também como um ótimo trabalho neodadaísta.

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