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Resenha | Roseane Santos: Fronteiriça

“Fronteiriça” vai se encaixando nos espaços vagos da nossa alma até nos tomar por completo, depois disso é uma sensação estupenda de deleite sonoro com harmonias e notas que contemplam todo o nosso ser.
Foto Divulgação

Fronteiriça” é nome do primeiro disco da cantora e compositora Roseane Santos.

O coração, o amor e os sentimentos são colocados em cada canção, cada palavra, cada nota. E a sonoridade, ah, a sonoridade é cativante, você é tomado como um todo, como um abraço acalentador.

A instrumentação é extremamente rica, você sente no fundo a potência das percussões, a suavidade da flauta, as melodias harmoniosas das guitarras, o grave do contrabaixo.

Fronteiriça” também te convida a dançar, já imagino como será lindo estar presente no show de Roseane Santos quando tudo isso passar. Serei levado pela cadência do samba, pela eufonia das melodias afro-brasileiras e letras que passam uma mensagem de origem, de raiz, de ser, estar e amar a sua terra, de onde surgiu, floresceu e ganhou o mundo.

“Lançar esse trabalho é mostrar ao mundo um cruzamento de regiões da minha existência. Anos de pesquisa entre a música tradicional e a canção contemporânea estão revelados ali. O disco tem um pouco de cada coisa que fiz: busca justamente trazer o que tenho de repertório. A ruptura, aqui, está em me assumir compositora”, revela Roseane Santos.

Ouça a canção A Sereia e a Fiandeira

Tenho que confessar que se tivesse ouvido um disco como este há uns 5 anos com certeza não gostaria, eu era extremamente fechado musicalmente, não aceitava muito bem ritmos brasileiros. Mas eu mudei, e estou completamente apaixonado por este álbum.

Fronteiriça” me pegou pela mão e disse “vamos lá comigo, você irá adorar essa viagem”, e fui. Me levou para um banho de alfazema, um mergulho em mar aberto, uma noite de luar. Tudo muito encantador e regido pelas notas que compõem cada pedacinho das canções. Uma experiência imensurável.  

O Disco

Capa do Disco. Foto por Pretícia Jerônimo e arte por Thalita Sejanes.

A arte da capa é de Thalita Sejanes sobre fotografia de Pretícia Jerônimo, e a produção executiva é de Moira Albuquerque.

O caminho percorrido por Roseane Santos até chegar em “Fronteiriça” é extremamente rico. São mais de 18 anos de estrada entre grupos de música de tambor, samba de gafieira, coro de vozes e uma extensa carreira como crooner (cantor(a) de música popular que canta com orquestra ou conjunto instrumental). Tudo isso gerou uma bagagem incrível, além de aprimorar ainda mais todo o seu talento.

A composição do trabalho contou com escritos da artista e parcerias com amigas e amigos da música, teatro, literatura e dança. Luciano Faccini, Leonarda Glück, Ary Giordani, Francisco Mallmann, Bia Figueiredo e Ana Modesto são alguns deles.

A produção musical foi feita em parceria com Leonardo Gumiero e Luciano Faccini. E nas composições, Roseane Santos teve a honra de ter presente em seu disco Francisco Okabe (violão e flauta), Gabriela Bruel (percussão), Daniel D’Alessandro (bateria), Vic Vilandez (contrabaixo) e novamente Luciano Faccini (clarinete, guitarra, efeitos, ambientações, direção artística).

Fronteiriça” vai se encaixando nos espaços vagos da nossa alma até nos tomar por completo, depois disso é uma sensação estupenda de deleite sonoro com harmonias e notas que contemplam todo o nosso ser.

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