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Resenha – Álbum | Roça Nova: Tramoia

Reverberar a terra em que pisamos e toda sua beleza e seus conflitos com o mundo moderno. Assim, a Roça Nova nós apresenta “Tramoia”, um disco político e forte, mas extremamente amável e singelo.
Foto Divulgação por Vitória Dantas.

Tramoia” é o nome do primeiro disco do quarteto mineiro Roça Nova.

Imagine um fio interligando diversos pontos do Brasil. O melhor de cada canto sendo transportado para o outro. Nesses caminhos acontecem diversos encontros, e desses encontros coisas novas se formam. “Tramoia” é exatamente isso, um pouco de cada lugar, mas tudo se encontrando numa raiz: a música brasileira.

Ouvir “Tramoia” me deu a mesma sensação de colocar os pés no chão, no mato, na terra, na água. Tudo é uma conexão riquíssima com a natureza, a mesma que nos consola, afaga, abraça. As sonoridades construídas também fazem conexão com a nossa terra, são percussões, violas e violões que serenam o nosso ser, acalantam os ouvidos, inspiram a alma.

Roça Nova foi capaz de conectar os elementos naturais à sua música, foi capaz de me conectar com a sua música, eu, mero morador da roça. Não sei o significado do nome da banda, mas ao ouvir o disco parece bem sugestivo visto que as canções trazem uma música raiz mais modernizada, talvez por isso: Roça Nova.

Toda a atmosfera onde “Tramoia” está englobada é rica. Rica em ritmos, notas, acordes. O mais puro deleite para quem (como eu) gosta de estar muito envolvido pelas canções. Canções com mensagens fortes e reflexivas, para sentir, suspirar, dançar e claro emanar amor.

Assista ao clipe da canção Espírito Seco

Vamos supor que “Tramoia” seja como um campo aberto. Nele, uma agrofloresta digna do MST foi semeada. Cada semente é como se fosse uma influência musical como o caipira, rock psicodélico, forró, baião, ritmos afro-latinos e muito mais. O resultado disso, ao final do trabalho, é uma rica diversidade capaz de alimentar e proteger nosso coração, nossa alma.

“A obra é o nosso artifício para traçar uma linha tênue entre a resistência coletiva e o resgate da regionalidade. Por isso, nos inspiramos em Chico Science & Nação Zumbi, Clube da Esquina, Metá Metá, Maurício Tizumba e Marku Ribas”, conta o vocalista Pedro Tasca.

O Disco

Tramoia” foi idealizado literalmente durante uma imersão da banda na roça. Isso porque o grupo desenvolveu toda a pré-produção em um retiro rural em Patrimônio da Penha, no Espírito Santo. E tanto este processo, quanto às sessões de gravação, foram captados para uma minissérie documental. O primeiro capítulo já está disponível via Youtube pelo link: https://youtu.be/eFZaGPjpXw0.

O lançamento é independente e tem produção assinada pelos próprios membros da banda.

Capa do disco por Artemutreta.

O grupo ainda colocou no ar um financiamento coletivo que visa: juntar recursos para iniciar a produção do disco de vinil “Tramoia” (eu querooooo); retomar a produção das camisetas oficiais; captar recursos para as gravações do clipe oficial da música “Cambalacho”; reaver o valor investido pela banda na pré-produção e nas gravações do álbum “Tramoia”; cobrir os gastos com os lançamentos digitais; investir na distribuição em massa das músicas nas principais mídias. Você pode comprar os kits incríveis ou até mesmo comprar os itens separadamente. Só acessar https://rocanova.art.br/ e conferir!

Reverberar a terra em que pisamos e toda sua beleza e seus conflitos com o mundo moderno. Assim, a Roça Nova nós apresenta “Tramoia”, um disco político e forte, mas extremamente amável e singelo.

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