Lançamentos resenha

Em novo disco, Fernando Motta traz ensaio sobre experimentações e explora sua própria trajetória

“Ensaio Pra Destruir” é uma experimentação sobre o que se é capaz de fazer quanto à música, e Fernando Motta soube explorar bem o que tinha à mão, o resultado: jornadas de timbres e expressões musicais melancólicas e delirantes.
Foto divulgação por Arthur Lahoz

Ensaio Pra Destruir” é o nome do terceiro disco do músico mineiro Fernando Motta.

Como insetos rondam a luz acesa eu rondei por um bom tempo as redes sociais de Fernando Motta esperando o lançamento do seu novo disco. E como um inseto perdido depois do inseticida eu me atrapalhei e perdi a data de lançamento haha.

Ensaio Pra Destruir” é mais uma grande viagem sonora com algumas canções feitas para destruir nossa percepção de músicas convencionais, como a faixa “Essa Cidade Não Existe”, que traz estética lo-fi e momentos carregados de noise music com guitarras virtuosas e barulhentas.

Mas se você pensa que “Ensaio Pra Destruir” fica preso nesta estética está enganado. Fernando Motta trouxe outras influências para compor este novo trabalho, além dos já citados lo-fi e noise music, o álbum apresenta boas doses de psicodelia, aquelas ótimas para viajar. Traz também um pouco de grunge e um punk rock talvez, além de nuances do indie e shoegaze.

As melodias vão se entrelaçando ao decorrer das canções, “Ensaio Pra Destruir” faz um fluxo de timbres altos e baixos, mesclando sonoridades e mostrando a versatilidade musical de Fernando Motta. Mas tudo, no final das contas, é um grande rock triste feito de jovens para jovens.

Algumas músicas se destacam mais, como a indie dream popTridimensional”, que foi lançada como single pré-disco; a calma e amena “Verde-Água” e a penúltima faixa “Contraditória 2”, que tem tudo de melhor do shoegaze.

Veja o clipe da canção Tridimensional

Ensaio Pra Destruir” é uma narrativa de fatos e memórias, verídicas ou não, tudo pode ser algo inventado para o universo lúdico criado por Fernando Motta:

“Tudo é um ensaio. O que passa pela minha cabeça neste exato momento já foi destruído. O pouco que registro também será. E na verdade, eu nem o faço. É apenas uma tentativa. Um elogio à criatividade como manutenção da nossa sanidade. Feito narrações de recordações inventadas. É meu método para me transpor a algum lugar enquanto não há chance de sair. O contraditório ensaio para registro do efêmero”, conta o músico.

O Disco

Capa do disco por Arthur Lahoz e Gabriel Rolim

Ensaio Pra Destruir” é o primeiro disco completo de Fernando Motta desde 2017, quando lançou “Desde Que O Mundo é Cego“. Neste novo trabalho, o músico mineiro contou com a produção de Vitor Brauer, que também fez as baterias e baixos, além de guitarra solo na faixa “Tridimensional“.

Outras participações do disco foram Apeles (piano e mellotron) na canção “Salvo Engano”, João Viegas (piano) na música “Perfeição” e Mafius (sintetizador) na faixa “Insetos Rondam a Luz Acesa“. Fernando Motta assina as composições, vozes e guitarras.

Ensaio Pra Destruir” é uma experimentação sobre o que se é capaz de fazer quanto à música, e Fernando Motta soube explorar bem o que tinha à mão, o resultado: jornadas de timbres e expressões musicais melancólicas e delirantes.

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