Lançamentos resenha

Renasço é o mergulho no alagado de sentimentos de Táia, que disco de estreia matador!

Pop dançante com porções fritadas de sintetizadores e um molho de cachaça bem melódico e ardente. "Renasço" é de uma entrega total de Táia, e quem recebe tudo isso é quem está aberto a ouvir o que há de novo na cena musical sergipana.
Foto divulgação por Julia Cajé

Renasço” é o nome do primeiro disco da artista sergipana Táia.

Todo ano eu fico na expectativa de qual será a minha primeira resenha, aquele primeiro disco que vai me pegar e despertar a vontade de escreve sobre o que senti ao ouvi-lo. Em 2022 chegou a hora e já adianto que o desejo de escrever sobre veio logo na primeira música. Ali, no início, me parecia um brega pop moderninho, com boas doses de eletrônico e sintetizadores puxadinhos que fazem a gente ficar com vontade de dançar. Só posso dizer que a escolha dessa música, em específico, para abrir o disco foi certeira, é impossível ouvir e não morrer de vontade de devorar todas as outras músicas, é aquilo, a música de abertura tem que ser matadora, e essa me matou. Mas como o nome do álbum mesmo sugere, eu renasci!

Renasço” é intenso, tão intenso quanto a voz poderosa de Táia. Seu canto ecoa na gente e faz alvoroço, desperta, instiga. Seus cânticos profundos e algumas vezes impiedosos causam reflexão: “Toda vez que você pensa em me matar/ Eu nasço de novo (e morro)/ Eu nasço e morro (de novo)/ Renasço“.

E a sonoridade, aaaaaaaaaaa a sonoridade. Que emaranhado gostoso de sons, os instrumentos alinhados com a voz de Táia meio como um prisma, onde ambos entram juntos por um lado e refletem diversas faces ressoantes, horas melódicas e outras ruidosas, mas daquele jeitinho que eu adoro. Obrigado por este disco, feliz em ter sido minha primeira escolha desse ano, um belo misto de “amor e cachaça”.

A obra transpassou o som e se tornou um belíssimo trabalho audiovisual/curta-metragem de pouco mais de 27 minutos, onde as artes são integradas e Táia se entrega a cada uma delas:

“No meu trabalho autoral, que leva meu apelido de infância, trago minhas angústias, desejos, frustrações e sonhos, mas penso que o que escrevo pode e deve ir além da música, além de composição, harmonia e arranjo. Venho da dança e do teatro, sou formada em arquitetura, e entendo que é necessário incorporar todos os universos possíveis da arte em um só”, conta ela.

Assista ao trabalho visual

A artista assina o roteiro e a direção geral do trabalho audiovisual, mas contou com ótimos outros diretores que também fizeram direção conjunta com Táia e adaptações de roteiros (veja ficha técnica ao final). Táia é multiartista, compõe, canta, atua e dança, nada mais correto do que ela mesmo ser o ponto principal do seu trabalho de estreia. Exímio trabalho, temos que reconhecer.

O Disco

Capa do disco. Identidade por Gabriel Barretto e capa bordada por Julia Bezerra Cruz

Táia começou sua carreira em 2016 e abriu sua discografia com o EP “Tormento” (2019) e o single “Tipo Iansã Encontrando Obaluaê” (2020). Habituada aos palcos e movimentando a cena de seu estado (Sergipe), ela fez de seu projeto solo uma construção que partiu do coletivo.  Com produção musical de Fabrício Rossini e direção audiovisual da própria artista, o trabalho foi realizado através do EDITAL DE PREMIAÇÃO PARA GRAVAÇÃO MUSICAL, VIDEOCLIPES, EP´s, CD´s, E DVD´s proposto pelo Governo de Sergipe, através da Fundação de Cultura e Arte Aperipê – FUNCAP com recursos da Lei Aldir Blanc.

Pop dançante com porções fritadas de sintetizadores e um molho de cachaça bem melódico e ardente. “Renasço” é de uma entrega total de Táia, e quem recebe tudo isso é quem está aberto a ouvir o que há de novo na cena musical sergipana.

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Encontre a Artista:

Ouça o Disco:

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Ficha Técnica:

ÁUDIO
Produção Executiva: Táia
Produção Musical: Fabrício Rossini
Direção vocal: Mary Barreto
Captação/Mixagem/Masterização: Fabrício Rossini
Gravado no Maca Records
Projeto Gráfico: Julia Bezerra, Gabriel Barreto e Táia

VÍDEO
Roteiro/Direção Geral: Táia
Direção/Adaptação de roteiros:
Jéssica Dias – “Renasço” e “Dose de Amor”
Julia Bezerra – “Não é o Caso” e “Vem Cá”
Letícia Negalê “Não Sei” e “Ser”
Laura Tourinho “A.Lago”
Mary Barreto – “Trago” e “Talvez”
Nicole Donato – “Preciso Ir Embora”
Táia – “De Colher”

Direção de Fotografia/Assistente de Câmera: Thiago Leite
Produção Executiva: Julia Bezerra
Direção de Produção: Gabriela Melo
Assistente de Produção: Michael Roan
Direção de Arte/Figurino: Mayra Alves
Produtor de Objeto: Matheus Martins
Assistente de Figurino: Ana Carolina Vieira
Maquiagem: Jéssica Preta AfroMake e Táia
Cabelo: Marina Marques e Táia
Gaffer: Annelisa Feitoza e Thiago Leite
Still: Julia Cajé e Mayra Alves

Preparação de Elenco: Diane Veloso
Coreografias: Andréa Souza e Táia
Montagem e edição: Lu Silva, edt.
Edição de Som: Fabrício Rossini
Arte-finalista: Gabriel Barreto
Transporte: Brisamar Turismo

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