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Lançamento | Leo Middea: Vicentina

Foto por Renata Grazina

Vicentina” é o nome do terceiro álbum do cantor carioca Leo Middea. Um viajante do mundo, com turnês na Argentina e Uruguai em 2015 e em Portugal (onde morou) em 2018, o cantor caminhava para a introspecção, mas não a da reflexão. Era um sentimento sufocante, avassalador, que consome toda a nossa vontade, nosso desejo, nosso cerne. Solitário em Praga, na República Tcheca, começou a revisitar um pouco do passado. Então encontrou em seu celular músicas antigas e inéditas que expressavam totalmente o oposto do que ele sentia na época. Mesmo sem saber bem o que deveria fazer, decidiu seguir.

Agora, todo o emaranhado de sentimentos, as vezes incompreensíveis, tornou-se trabalho para um disco. Um disco maravilhoso. É como revisitar constantemente a MPB, a antiga e a nova. Um soar claro com metais que percorrem um pouco da obra de Gilberto Gil e os corais femininos que sempre o acompanharam. Um pouco de Caetano Veloso na faixa “Divina Certeza”, que abre o disco, e influências de Cícero e Los Hermanos ao decorrer do trabalho. Saudosismo que poderia ter dado errado, mas não deu.

Capa do Disco

É Brasil, é música brasileira! Mesmo sendo produzido fora do país, Leo Middea em conjunto com o amigo Paulo Novaes conseguiram apresentar o ritmo, a dança e também muito da calmaria que algumas composições pediram. O disco é igualmente uma saudade de casa, o sentimento de falta da terra mãe, pois guardar para si toda essa distância não era mais o suficiente, era preciso gritar, como se vê nas faixas “Sorrindo Pra Saudade”, “Eu o Rio, Leste” e “Mãe”, que fecha o álbum.

No início do processo eram aproximadamente 100 canções, que se tornaram 30 e foram reduzidas a 12 músicas que entraram no álbum “Vicentina”. O nome, aliás, remete à infância: Vicentina era uma italiana, amiga de sua avó Rosina, que lhe disse aos 4 anos de idade “Quando você crescer vai ser cantor”. Hoje a história está feita.

De tudo aquilo que aprisionava sem um porquê. De andanças pelas ruas de Praga, da solidão, do frio, da história que via e da sua história na lembrança, o passado. “Me espera que eu volto sim / E quando bater saudade / A estrada não é o fim”.

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